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Estamos preparados para a batalha da concorrência?

O mercado não poupa amadores. Nem mesmo as grandes empresas, com solidez financeira e seus centros de inteligência, estão a seguro quanto ao movimento da concorrência. Quando nos preparamos para abrir uma empresa, sem que nos atentemos a isso, somos concorrentes daqueles que já atuam no setor e têm consumidores garantidos.

Por isso procuramos um diferencial. Ou seja, queremos seduzir de alguma forma um público que conhecemos e sabemos de suas exigências, bem como sabemos o que eles têm em mão (se não sabe nada disso, é melhor colocar a barba de molho). O produto ou serviço que geramos deve ter, portanto, esse DNA da novidade, para que não sejamos apenas mais um. Porque sabemos também que, na relação fornecedor/consumidor, a fidelidade termina no mesmo instante em que algo de melhor nasce.
Devemos estar preparados para essa batalha. Mas o que acontece quando o novo entra no mercado de forma inesperada e exatamente naquele momento em que não estamos bem financeiramente? Uma catástrofe. Essa catástrofe é mais comum do que se imagina, porque o mercado mudou e ficou muito mais dinâmico, ágil, concorrido do que nunca. Ou respondemos a essa velocidade e necessidade do mercado ou deixamos de existir.
Vamos lembrar um exemplo recente, que tem tudo para deixar mortos e feridos. As grandes locadoras de veículos estavam felizes, porque haviam descoberto espaço em um bom e velho mercado: o de venda de carros usados. Assim, começaram a roubar terreno das montadoras. Com isso, dispararam em rentabilidade e encheram a burra de dinheiro, aproveitando circunstâncias da realidade.
Tudo beleza, ok? Que nada. As montadoras reagiram e... A Toyota decidiu entrar no mercado de locação de veículos para fazer frente à locadoras e o jogo se inverteu. O foco da Toyota é ser uma empresa de: “mobility as a service” e não apenas uma “produtora” e “revendedora” de carros. Quando uma empresa japonesa decide entrar em um mercado, mesmo que consolidado, tudo muda, porque eles são extremamente conservadores, metódicos, ricos e não dão ponto sem nó.
A Localiza, por exemplo, não tem a menor ideia do que isso pode resultar em seu faturamento futuro. Só sabe que terá em seu encalço uma potência capaz de lhe comer pelas pernas. E agora? Pois é. Isso é mercado. Todas as empresas devem estar preparadas para isso, ou ver a morte no espelho sem nada poder fazer para reverter esse presságio.

ARTIGO SETEMBRO/2019

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Alessandro Natal

é Diretor da
UNIC Gestão e Negócios Empresariais
Empresa especializada em
Gestão Empresarial e Desenvolvimento
de Profissionais e Lideranças.
Formado em Administração com
Habilitação em Sistemas de Informação.
Palestrante em cursos, treinamentos,
eventos corporativos e preparação de
profissionais para o mercado atual.
Auditor Líder de Sistemas de gestão
da Qualidade Certificado pelo RABQSA.
Colunista do Carreira & Sucesso,
Catho nos assuntos de Gestão
Empresarial e Liderança
na Revista Atitude Empreendedora.
Contato: alessandro@unicgestaoenegocios.com.br

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